
27 agosto 2019
21 julho 2019
Compartilhamento e distribuição de Internet e Gatonet é Crime?
Em uma conversa informal com um amigo próximo, ele sabendo
que sou um profissional de telecomunicações, realizou a seguinte indagação:
Qual a sua opinião e o que diz a letra da Lei referente à utilização da
recepção de sinal de TV a cabo de maneira clandestina, ou seja, o famoso
Gatonet?. Assim sendo, expus meu ponto de vista e também o posicionamento legal
das coisas e realizamos uma reflexão filosófica que não cabe expor aqui, haja
vista, entender que ética é uma coisa pessoal. Assim sendo, vamos nós prender
nos aspectos legais.
Gatonet
O código
Penal em seu Art. 155, diz que subtrair coisa alheia móvel é crime de furto. No
Parágrafo 3.º informa que se equipará à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer
outra que tenha valor econômico. Portanto à Prática é Crime de Furto!
A Lei
8.977/1995 em seu Art. 35 diz: Constitui ilícito penal a intercepção ou a
recepção não autorizada dos sinais de TV a cabo.
Então se
você pergunta se é crime posso dizer que sim! Não Crime de Furto, mas crime com
definição própria, mediante lei especifica sobre o assunto.
Como a Lei
não definiu a penalidade para o ato ilícito e nossa Constituição Federal, no
inciso XXXXIX do artigo 5.º diz: “Não há crime sem lei anterior que o defina.
Não há penal sem prévia cominação legal”, então a interceptação de TV a cabo,
mesmo sendo crime, sua punição na esfera penal é inaplicável, sujeitando aos
infratores somente à responsabilização no âmbito Civil, indenização.
E a Internet?
A Anatel (Agencia
Nacional de Telecomunicações), através da Lei Geral das
Telecomunicações considera ilegal qualquer rede que extrapole os limites da
residência/comércio do assinante. Aquele que deseja compartilhar seu sinal de
internet deve obter licença cabível, seja para fins comerciais, ou sem finalidade
de lucro (rede ponto a ponto) e possuir um profissional de telecomunicações
devidamente registrado junto ao CREA (Conselho Regional de Engenharia).
Considero
que nossos legisladores deveriam realizar reparos na Lei 8.977/1995 e definir
de maneira mais clara as penalidades, assim a prática deixando de ser ato ilícito
e indenizatório e passando a ser crime Penal.
FIBRA ÓPTICA: TIPOS DE REDES FTTx E SUAS ARQUITETURAS
A fibra Ótica, mas especificamente a internet
chegando através de fibra nas casas, hoje em dia já é uma realidade em grande
parte dos municípios brasileiros. As gigantes do ramo de SCM – Serviço de
Comunicação Multimídia estão investindo pesado na migração para a tecnologia,
mas você já se perguntou O que é uma fibra óptica? Como ela funciona? Quais os
tipos de fibras óptica? E a arquitetura de rede? Como funciona? Quais as
vantagens e desvantagens. Foram essas indagações que levaram a debruçar sobre
meus livros e pesquisas em uma tentativa de escrever um artigo de leitura
simples e esclarecedor sobre as questões levantadas.
FIBRA OPTICA
Segundo o Wikipédia Fibra óptica é “Fibra
óptica (ou ótica) é:
“Um filamento flexível e transparente fabricado a partir
de vidro ou plástico extrudido e que é utilizado como
condutor de elevado rendimento de luz, imagens ou impulsos codificados.
Têm diâmetro de alguns micrómetros, ligeiramente superior ao de um fio
de cabelo humano. Por ser um material que não sofre
interferências eletromagnéticas, a fibra ótica possui uma grande importância em
sistemas de comunicação de dados. ”
Já a uma das maiores fabricantes de equipamentos de
redes no mundo, a Furukawa em sua apostila de certificação Furukawa Certified
Professional diz:
Desde seu
desenvolvimento, as fibras ópticas representam uma revolução na forma de
transmitir informações. Atualmente, estão envolvidas em diversos sistemas de
comunicação de grande importância e uso. Em todo o mundo, os cabos de fibras
ópticas vêm sendo utilizados para transmitir voz, televisão e sinais de dados
por ondas de luz, por meio de fios finos e flexíveis constituídos por vidro ou
plástico.
Classificação das Fibras ópticas
Multimodo (MM)
Foram as primeiras a serem desenvolvidas e possuem um
núcleo maior que a monomodo (62,5 um e 50 um) que permite que vários raios
luminosos (ou modos) se propaguem simultaneamente em seu interior.
Multimodo de índice Degrau
São fibras fabricadas com maior simplicidade, por
isso possuem características inferiores o que restringe a capacidade de
transmissão. Possuem perdas bastantes consideradas (altas). Atualmente não são
mais comercializadas.
Multimodo de índice Gradual
Sua fabricação é mais complexa para conseguir um
índice de refração gradual, ou seja, a redução do alargamento do pulso
luminoso.
Na prática, esse índice faz com que os raios de luz
percorram caminhos diferentes, e cheguem à outra extremidade da fibra
praticamente ao mesmo tempo, aumentando a banda passante e, consequentemente, a
capacidade de transmissão da fibra óptica.
Monomodo
Possuem núcleo menor que a multimodo (9 um) e um
único modo de propagação, ou seja, os raios de luz percorrem o interior da
fibra por um único caminho.
As características destas fibras são muito superiores
às multimodos, com banda passante mais larga, o que aumenta a capacidade de
transmissão. Apresentam perdas mais baixas, aumentando, com isso, a distância
entre as transmissõ9es sem uso de repetidores de sinal. Os enlaces com fibras
monomodo, normalmente, ultrapassam 50 km entre repetidores.
TIPOS DE REDES FTTx
A Fibracem, empresa brasileira de comercio de
produtos de redes e infraestrutura, com sede em Pinhais – PR define redes FTTx
como:
Em redes FTTx,
ou Fiber To The x, onde “x” é um termo genérico para designar algumas
tecnologias de rede PON (Passive Optical Network), a característica
principal é o atendimento aos clientes através da fibra óptica, podendo ser em
sua totalidade, ou seja, até a casa do cliente, ou até determinado ponto
onde o lance final (last mile) pode ser feito por cabeamento metálico ou
coaxial habitualmente utilizados.
Variações das Redes FTTx
§
FTTa: Fiber to the apartament (até o
apartamento);
§
FTTb: Fiber to the building (até o prédio);
§
FTTc: Fiber to the curb (até a
esquina/armário, com o acesso metálico menor do que 300m);
§
FTTd: Fiber to the desk (até a mesa do
usuário final);
§
FTTh: Fiber to the home (até a casa);
§
FTTn: Fiber to the node (até a
esquina/armário, com o acesso metálico maior do que 300m).
Vantagens das Redes FTTx
§
Economia de fibras ópticas;
§
Utilização de redes ópticas totalmente passivas;
§
Sofrem menor deterioração ao longo dos anos,
fácil manutenção e durabilidade;
§
Possuem uma boa relação custo x benefício,
diminuindo custos operacionais;
§
Suportam maior largura de dados;
§
Alcançam maior velocidade na transmissão de
dados;
§
E, por se tratar de fibra óptica, o meio não
sobre interferência eletromagnética.
Ponto a Ponto (P2P)
A rede Ponto a Ponto e/ou P2P é uma rede mais
complexa, onde cada cliente terá sua fibra dedicada, o que aumenta o custo de
implementação e o custo final para o usuário. Possui elementos ativos o que
aumenta o custo de implementação e os problemas que poderão surgir devido a ter
mais pontos de defeitos na rede na rede e maior dificuldade de detecção.
Dentre algumas vantagens podemos destacar o não
compartilhamento de banda, maior alcance (de até 100 km), banda simétrica, ou
seja, a taxa de download e upload com a mesma taxa de transmissão, facilidade
na localização de falhas, entre outras.
Ponto Multiponto (PMP)
A rede Multiponto e/ou PMP é uma rede que tem sua
implementação mais fácil, onde segundo pesquisas realizadas tem uma economia em
torno de 40%. A divisão de sinal é feita através de Splitters o que torna uma
rede passiva, ou seja, sem uso de energia elétrica.
Banda dividida, ou seja, a OLT sairá da porta GBIC
com 2.5 Gbps e será dividida e/ou compartilhada pelos clientes.
ARQUITETURAS DE REDES FTTx
Arquitetura de rede é o que define as características
das tecnologias que serão implementadas. As especificações devem conter
informações suficientes para permitir que um implementador de uma forma que ela
obedeça corretamente adequadamente.
FTTH – Fiber To The Home (Fibra até o lar e/ou casa.)
É a arquitetura de rede de transmissão óptica, na
qual a rede drop adentra a residência do assinante, que é servido por uma fibra
óptica exclusiva para esse acesso.
Rede FTTH - Fiber To The Home
Figura 1: Fonte: teleco.com.br
FTTB – Fiber To The Building (Fibra até o prédio, mas não até a estação do
usuário)
É a arquitetura de rede de transmissão óptica, na
qual a rede drop termina na entrada de um edifício. Em prédios que possuem a
infraestrutura de cabeamento estruturado, a fibra chegaria na sala de entrada e
por meio de uma fibra de uso interno seguiria para a sala de equipamentos do
prédio.
FTTB – Fiber To The Building
Figura 2: Fonte: teleco.com.br
FTTC – Fibra até o armário, permite uma distância de 300 metros (Fibr5a até
o meio fio)
É a arquitetura de rede de transmissão óptica, na
qual a rede drop termina no poste, ou seja, a conexão é feita entre o provedor
e um dispositivo instalado no poste. Dessa forma, o equipamento que ficaria na casa
do usuário fica na rua e é utilizado para entregar internet para demais
usuários de uma vez.
A conexão até a casa do usuário é feita através de um
switch, que possui limitação de largura de banda, o que deixa tanto a
velocidade quanto a capacidade da banda larga reduzidas, uma vez que é
compartilhada com outras pessoas. Entretanto, assim como o uso, o custo de
instalação também é dividido e torna essa opção mais econômica e muito viável
já que a velocidade, mesmo dividida, é alta e a conexão bastante estável.
FTTC – Fibra até o armário
Figura 3: Fonte: teleco.com.br
FTTN – Fibra até o armário, mas permite uma distância de 1km (Fibra até o
bairro)
É a arquitetura de rede de transmissão óptica, na
qual a rede drop termina no armário do bairro, ou seja, a conexão é feita entre
o provedor e um dispositivo instalado em um armário no bairro. A "última milha", pode usar o DSL através de
telefone ou cabo empresa nas linhas existentes. Proximidade do cliente com os
protocolos de nó e entrega determinar taxas de dados.
FTTN – Fibra até o armário
Figura 4: Fonte: teleco.com.br
FTTA – Fiber To Then Apartment (Fibra até o apartamento.)
É a
arquitetura de rede de transmissão óptica, na qual a rede drop adentra o
edifício comercial chegando a uma sala de equipamentos. A partir sessa sala o
sinal óptico pode sofrer uma divisão por meio de uso de splitters, sendo
posteriormente encaminhado individualmente para cada apartamento e/ou
escritório.
FTTA – Fiber To Then Apartment
Figura 5: Fonte: teleco.com.br
Muitos profissionais de TI, mesmo sabendo da
existência da fibra óptica e da qualidade da tecnologia nem sequer cogita a
possibilidade de implementação em seus projetos de redes e a proposta deste
artigo é apresentar um geral da tecnologia. Espero terem gostado do tema
abordado e até a próxima.
REFERÊNCIAS
FCP –
Furukawa Certified Professional – MF104 – Cabeamento Estruturado Óptico
Fibra óptica: entenda as
principais diferenças entre FTTH E FTTC. Disponível em: <https://blog.intnet.com.br/fibra-optica-entenda-as-principais-diferencas-entre-ftth-e-fttc/>.
Acesso em: 10 jul. 2019.
Diferenças entre FTTH, FTTC E
FTTN. Disponível em: <http://pt.runzfiber.com/news/differences-between-ftth-fttc-and-fttn-12681850.html>.
Acesso em: 10 jul. 2019.
Fibra Óptica II: Soluções FTTx. Disponível em: <https://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialsolfo2/pagina_3.asp>.
Acesso em: 10 jul. 2019.
Entenda o que é uma rede FTTx. Disponível em: <https://www.fibracem.com/curiosidades/entenda-o-que-e-uma-rede-fttx/>.
Acesso em: 10 jul. 2019.
Escrito por: Leandro Cesari Maschietto
Graduado em Sistemas de Informação
Técnico em Telecomunicações
Pós Graduado em Gestão e Governança da TI
Pós Graduado em Desenvolvimento de Sistemas Web (C#, ASP.Net, Java e PHP)
Pós Graduado em Docência no Ensino Técnico
Graduando em Processos Gerenciais
26 junho 2019
CELULARES EM SÃO PAULO PODEM ENTRAR EM COLAPSO POR FALTA DE ANTENAS, ALERTA SINDITELEBRASIL
Segundo artigo publicado no
portal Olhar
Digital, em 25/06/2019 o SindiTelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas
de Telefonia e de Serviços Móveis Celular e Pessoal) alerta a possibilidade de
um colapso na infraestrutura de telecomunicações brasileiras pela falta de
antenas, devido a chegada da tecnologia de rede 5G no Brasil.
Carlos Duprat, diretor executivo
do SindiTelebrasil alerta sobre a possibilidade de uma pane na cidade de São
Paulo e diz: “Se a gente não instalar
antenas, não poderemos garantir o aumento da demanda com a chegada do 5G”.
O debate trouxe à tona uma velha
discussão, onde de um lado estão as prefeituras municipais com leis que dificultam
a instalação de novas estações rádio base. A dificuldade ainda existente no
compartilhamento de infraestrutura (direito de passagem), altos custos de
posteamento por parte das operadoras de energia, estas detentoras dos postes,
etc., e do outro lado as operadoras, que alegam impossibilidade de realizar
investimentos para melhoria do sinal e qualidade dos serviços prestados.
Grande parte dos municípios (Câmara
de Vereadores) criaram leis, após a OMS (Organização Mundial de Saúde) divulgar uma série de estudos (pesquisas) e classificar
o celular como “possivelmente
cancerígeno”, contrariando uma posição anterior que dizia não existir
qualquer evidencia de nocividade criando
distanciamentos que dificultam ou até impendem novos investimentos nos municípios.
A argumentação dos especialistas
de telecomunicações é a de que estudos realizados em países mais desenvolvidos
indicam a tendência da instalação de mais estações rádio bases (aumento de rádio
bases) nos deixariam cada vez mais pertos de um ERB (Estação Rádio Base) o que
diminuiria a nocividades, pois quanto mais longe eu estiver de um ERB (Estação
Rádio Base) mais radiação estarei recebendo, devido ao aparelho receptor estar
com o usuário. Assim sendo, o maior problema não está na transmissão, sendo que
seguindo normas da ANATEL (Agencia Nacional de Telecomunicações), teríamos a garantia
de não radiação, mas com os aparelhos receptores que receberiam toda a potência
e quanto mais longe será maior em seu ouvido.
Alguns municípios tais como o de
Itapetininga, interior de São Paulo, localizada a aproximadamente 180 km da
capital estão revendo
suas leis, diminuindo distanciamentos mínimos para instalação de antenas e
tentando contornar problemas de investimento em infraestrutura e qualidade dos
serviços no município.
Esta é um debate a ser estudado
e avaliado com mais cuidado, porque as duas partes possuem suas motivações e
razões, mas como está hoje, provavelmente teremos colapsos por fata de infraestrutura.
13 junho 2019
Atividade Prática de Cabeamento de Redes
Após, em laboratório de informática, utilizando o
software MS Visio os alunos passaram para o software os levantamentos
realizados, realizaram a medição de quantidade de cabos UTP necessários para
colocar em prática o projeto e todos os equipamentos envolvidos.
15 fevereiro 2019
Apresentação de Projetos de Linguagem de Programação Desktop
Na tarde de 13 de fevereiro de 2019, os alunos do curso técnico em informática, período vespertino, turma SS07, realizaram a apresentação final dos projetos desenvolvidos na UC - Unidade Curricular de Linguagem de Programação, mais especificamente Programação Visual Basic .Net orientada a objetos. Toda a atividade foi acompanhada pelo docente especialista Leandro Cesari Maschietto. Com alta experiência no mercado de trabalho, ajudou os alunos na resolução de problemas de lógica, análise, modelagem de banco de dados e codificação. A gestão e governança dos projetos seguiram a metodologia Scrum.
Os temas escolhidos foram o desenvolvimento de software de gestão de Biblioteca, Gestão escolar e Gestão de Protocolos. Abaixo apresentamos alguns projetos, que podem ser vistos na integra no endereço <https://www.youtube.com/channel/UCNtl_wxFP6yxjpDXAWt-_dQ?view_as=subscriber>.
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